Marked Series

Marcados pelo Seu Nome

Da Cancelación à Consumação

17 pages 4,179 words Português
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1 / 10 Introdução

Existe uma diferença profunda entre ser tocado por Deus e ser marcado por Deus. Muitas pessoas experimentam momentos com Deus, sentem

convicção, provam da misericórdia e até se alegram no perdão, e ainda assim vivem com uma sensação inacabada de identidade. Elas sabem que algo mudou, mas também sabem que algo permanece sem resolução. O coração desta mensagem é que Deus não pretende deixar uma vida meio restaurada. Ele não cancela o pecado apenas para deixar o pecador de pé sob a sombra do nome antigo, do registro antigo ou da identidade antiga. Ele opera com propósito, com aliança e com consumação. A cruz cancela, mas o batismo sepulta. O arrependimento vira a direção, mas a aliança marca. O Espírito enche, mas o nome identifica. Na economia do reino de Deus, a salvação não é uma experiência emocional vaga. É uma transação divina na qual Deus tira uma pessoa da vida antiga e a introduz em uma nova identidade de aliança.

Este estudo gira em torno de uma verdade central: Deus marca o Seu povo por meio da aliança, da obediência e do Seu nome. Isso significa que a grande pergunta não é simplesmente se uma pessoa teve um encontro espiritual. A pergunta maior é se essa vida foi marcada pela autoridade, pela posse e pela identidade de Jesus Cristo. É aqui que a mensagem penetra profundamente tanto na doutrina quanto no discipulado. Ela não para no que o batismo significa para o pecador. Ela também pergunta o que a marca exige do santo. Se fui marcado pelo Seu nome, então como devo viver? Se o céu colocou Sua reivindicação sobre mim, então como devo administrar o que Deus me confiou? Este estudo percorrerá essas duas dimensões: primeiro, a marca do batismo, e segundo, a responsabilidade da mordomia.

2 / 10 1. A cruz cancela, mas

Deus pretende

consumar

Uma das ideias mais fortes desta mensagem é que cancelamento não é consumação. Essa frase carrega um peso teológico tremendo. No Calvário, Jesus tratou de maneira decisiva com o pecado. Ele quebrou o poder da acusação. Derramou o Seu sangue para remissão. Triunfou sobre principados e potestades. Entretanto, a Escritura nunca apresenta a cruz como um ponto de parada isolado. A cruz sempre avança para sepultamento, ressurreição, aliança e nova vida. Em outras palavras, o que Cristo comprou no Calvário deve ser aplicado de acordo com o padrão apostólico.

Muitos crentes entendem o perdão, mas menos entendem a remoção. O perdão me diz que Deus não está mais retendo meus pecados contra mim. A remoção me diz que Ele não está me deixando sob a identidade do que eu costumava ser. O perdão sem consumação pode deixar uma pessoa emocionalmente aliviada, mas espiritualmente sem resolução. Ela sabe que Deus lhe mostrou misericórdia, mas ainda carrega a marca psicológica e espiritual da vida antiga. Ela ainda pensa sob o nome antigo. Ela ainda se vê através do registro que o inferno mantinha contra ela. Contudo, o evangelho não apenas anuncia perdão. O evangelho anuncia transferência. Ele move uma pessoa de uma condição para outra.

É por isso que a Escritura não enfatiza apenas Cristo crucificado, mas Cristo sepultado e ressuscitado. O sepultamento é linguagem de finalidade. O sepultamento significa que algo foi levado ao seu fim. Não sepultamos o que pretendemos revisitar. Sepultamos o que terminou. É por isso que o batismo não é tratado na Escritura como um gesto simbólico leve, nem como um acessório religioso acrescentado depois que a obra real já foi feita. O batismo é onde a velha identidade é levada ao sepultamento com Cristo. Colossenses 2:12 diz: “sepultados com ele no batismo, nele também ressuscitastes pela fé no poder de Deus, que o ressuscitou dentre os mortos.” Nesse versículo, o batismo não é apresentado meramente como uma cerimônia humana. Ele é descrito como a operação de Deus. Essa linguagem é essencial. O batismo não é apenas o que a igreja faz. É o que Deus faz por meio da obediência à Sua palavra.

Colossenses 2:12–14 “Sepultados com ele no batismo, nele também ressuscitastes pela fé no poder de Deus, que o ressuscitou dos mortos.

E, quando vós estáveis mortos nos pecados e na incircuncisão da vossa carne, vos vivificou juntamente com ele, perdoando-vos todas as ofensas,

havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz.” Observe a sequência. Sepultamento, vivificação, perdão e anulação. A cédula é removida, o registro é cravado na cruz, e o crente é introduzido na vida de ressurreição. O sermão destacou isso vividamente ao falar do registro que o inferno mantém. Essa é uma imagem impactante porque a acusação é uma das ferramentas mais

persistentes do inimigo. Mesmo após o arrependimento, Satanás tenta usar a memória, a vergonha e a identidade como armas. Mas, por meio do sangue de Cristo e da obediência da fé, o registro não é simplesmente revisado. Ele é apagado. É por isso que o crente deve entender que o batismo não é um atraso opcional. Ele é parte de como Deus consuma o que o Calvário comprou.

3 / 10 2. O batismo não é apenas

simbolismo, mas sepultamento

espiritual

Uma grande carga desta mensagem é recuperar a seriedade do batismo. O cristianismo moderno frequentemente reduz o batismo a uma expressão pública. Ele é tratado como um testemunho de uma experiência interior que já realizou tudo. Mas a linguagem da Escritura é muito mais forte. O batismo é sepultamento. O sepultamento não é linguagem decorativa. O

sepultamento significa que a morte foi reconhecida e a finalidade foi abraçada. No batismo, o crente não apenas dramatiza uma ilustração de sermão. O crente obedece ao evangelho de uma maneira que o une à morte, ao sepultamento e à ressurreição de Cristo.

Paulo escreve em Romanos 6:3–4: “Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na sua morte? De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte.” Isso significa que o batismo não é periférico. Ele é central para o entendimento apostólico da conversão. É onde o velho homem não é apenas criticado, administrado ou melhorado, mas sepultado. Isso importa porque muitas pessoas sinceras passam anos tentando renovar o que Deus quer sepultar. Elas tentam disciplinar a velha identidade, educar a velha identidade, esconder a velha identidade ou decorá-la espiritualmente. Mas o evangelho não reabilita Adão. Ele o crucifica e o sepulta em Cristo.

A mensagem também apresentou o ponto importante de que o batismo é uma decisão. Emoção sem decisão produz fraqueza. Isso corrige algo necessário. Em ambientes cheios do Espírito, às vezes as pessoas podem valorizar a expressão espiritual visível enquanto negligenciam a obediência deliberada que estabelece fundamento espiritual. Mas o céu se alegra quando um pecador se arrepende, porque o arrependimento é a virada da vontade. O batismo continua essa trajetória de obediência. Ele diz: eu não estou apenas sentindo convicção. Estou respondendo à aliança. Eu não estou apenas emocionado. Estou me submetendo à operação de Deus. É por isso que o batismo não é um acréscimo posterior. Ele é parte da resposta bíblica ao evangelho.

Romanos 6:3–4 “Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na sua morte?

De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte, para que, como Cristo ressuscitou dos mortos pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida.”

A frase “novidade de vida” é crítica. O batismo não trata apenas do que fica para trás. Também trata do que se torna possível. Ele é a linha divisória entre uma identidade antiga e uma vida de aliança. É o ponto em que o crente entra plenamente na novidade provida em Cristo.

4 / 10 3. O nome no batismo

tem a ver com

autoridade, posse e

identidade

O ensino avançou com grande força para o significado do nome. O argumento central foi que o batismo não trata, em última análise, de palavras num sentido superficial. Trata de autoridade, porque na Escritura a autoridade é carregada em um nome. Ao longo do mundo bíblico, um nome representava muito mais do que um rótulo. Ele carregava caráter, posição, reivindicação legal e poder delegado. Agir em nome de um rei era agir com a autoridade do trono. Assinar um nome em um contrato era estabelecer reivindicação e responsabilidade. Levar um nome de família era possuir identidade e herança. Assim, quando os apóstolos batizavam em nome de Jesus, eles não estavam inventando uma nova fórmula. Eles estavam invocando a autoridade revelada de Deus em Cristo. Isso importa porque Mateus 28:19 diz, “batizando-os em nome”, singular. Os títulos Pai, Filho e Espírito Santo revelam a plenitude da auto revelação de Deus, mas os apóstolos entenderam que o nome salvador revelado a ser invocado era Jesus. Atos mostra um padrão apostólico consistente. Judeus, samaritanos, gentios e discípulos que precisavam ser rebatizados foram todos batizados em nome de Jesus Cristo. Essa consistência não é incidental. Ela revela entendimento. A igreja primitiva via o batismo como o ponto em que a autoridade do nome salvador era aplicada ao crente.

“E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo.”

Atos 4:12 ARC

“E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.” Se não há outro nome salvador debaixo do céu, então a aplicação desse nome no batismo não é uma questão secundária. É linguagem de aliança. O sermão expressou isso lindamente ao enfatizar que o nome estabelece posse. Um nome em uma escritura significa propriedade. Um nome em uma herança determina direito. Da mesma forma, quando o nome de Jesus é invocado no batismo, o céu coloca Sua reivindicação sobre a vida que está sendo batizada. Este pertence a Mim. Este carrega o Meu nome. Este está debaixo da Minha autoridade. Este agora tem identidade de aliança.

É por isso que o batismo não deve ser reduzido a uma repetição formulista. O poder não está em sílabas vazias. O poder está na autoridade do nome revelado e

obedecido em fé. O nome de Jesus carrega o Calvário em si. Carrega a ressurreição em si. Carrega a vitória sobre o pecado, o inferno, a morte e a acusação em si. Portanto, quando uma pessoa é batizada em nome de Jesus, está ocorrendo uma transferência de identidade. O crente não se posiciona mais apenas em sua história pessoal. Ele se posiciona vestido de identidade de aliança.

5 / 10 4. O batismo é o momento da

transferência de identidade

Gálatas 3:27–29 “Porque todos quantos fostes batizados em Cristo já vos revestistes de Cristo. Nisto não há judeu nem grego, não há servo nem livre, não há macho nem fêmea, porque todos vós sois um em Cristo Jesus.

E, se sois de Cristo, então, sois descendência de Abraão e herdeiros conforme a promessa.”

Esta é uma transformação impressionante. O

batismo não trata apenas do pecado passado. Ele redefine a identidade presente e a herança futura. A superioridade étnica é quebrada. A hierarquia social é quebrada. As antigas divisões perdem sua autoridade. Por quê? Porque em Cristo há uma identidade mais profunda do que todas as

distinções terrenas. Quando uma pessoa é batizada em Cristo, ela entra sob a família da aliança de Deus. É por isso que a mensagem insistiu em que quando o céu vê o crente batizado, vê o nome. As velhas acusações talvez ainda tentem sussurrar, mas já não possuem autoridade governante. O

crente está em Cristo.

Isso fala pastoralmente a muitas vidas feridas. Algumas pessoas vivem anos sob o nome de

fracasso, trauma, vício, vergonha, divórcio, rebelião ou quebrantamento geracional. Elas creem em

Jesus, mas ainda interpretam a si mesmas através do que foram. Esta mensagem confronta isso com força apostólica. Se você se revestiu de Cristo, então a verdade governante da sua identidade não é o que o inferno escreveu. É o que o céu falou sobre você. Você é dEle. Você está marcado. Você está debaixo do Seu nome.

Gálatas 3:27 diz: “porque todos quantos fostes batizados em Cristo já vos revestistes de Cristo.” Essa frase “vos revestistes de Cristo” é poderosa. É linguagem de vestimenta. É vestidura de aliança. Ela descreve um crente sendo envolvido em uma nova identidade, uma nova cobertura e uma nova associação visível. Revestir-se de Cristo é ter Seu nome, Sua justiça e Sua posição de aliança como a cobertura do crente diante de Deus.

Uma das seções mais ricas da mensagem foi a

explicação de que o batismo é onde a identidade muda. Este é um pensamento profundamente

bíblico. A Escritura não apresenta a salvação meramente como melhoramento moral. Ela a

apresenta como união com Cristo e participação em uma nova humanidade. O crente não é

simplesmente perdoado e enviado de volta à vida sob a mesma placa espiritual de nome. O crente é levado a Cristo.

6 / 10 5. O Espírito sela o que o nome

marca

O sermão também estabeleceu uma conexão bela entre o batismo e o enchimento do Espírito. Estes não são ênfases concorrentes. Eles fazem parte de uma só resposta de

salvação. O nome marca, e o Espírito sela. Essa é uma frase teológica tremenda. Efésios 1 ensina que, depois de ouvir e crer no evangelho, os crentes são selados com o Espírito Santo da promessa. O Espírito é o penhor, o adiantamento, a

antecipação da herança completa que virá.

Efésios 1:13–14 “Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele

também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa;

o qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão

adquirida, para louvor da sua glória.” A imagem aqui é magnífica. O

crente é a possessão adquirida. Cristo comprou o que Lhe pertence, e Ele o marca e o sela. O batismo em nome de Jesus marca pública e

pactualmente. O Espírito Santo sela interna e espiritualmente. O Espírito não é toda a herança, mas o penhor dela. É a antecipação do que está por vir. Cada movimento do Espírito Santo em oração, adoração e

comunhão divina é um vislumbre do mundo vindouro. É o adiantamento do céu sobre um futuro redimido. Isso produz equilíbrio. Uma igreja nunca deve reduzir a salvação

apenas à emoção espiritual, nem deve isolar o batismo da experiência do Espírito. A pregação apostólica mantém juntos o arrependimento, o batismo e o Espírito Santo. A

mensagem advertiu fortemente

contra enfatizar um enquanto

minimiza os outros. Isso é sábio e bíblico. O arrependimento não deve ser minimizado. O batismo não deve ser minimizado. O enchimento do Espírito não deve ser minimizado. Juntos, eles formam a resposta

apostólica ao evangelho. Quando estes são corretamente

compreendidos, o crente vê a

salvação não como um sentimento religioso vago, mas como uma

realidade completa de aliança.

7 / 10 6. Se estou marcado, então devo

administrar a marca

Neste ponto, o sermão fez uma virada poderosa. Ele passou do que a marca significa para o que a vida marcada exige. É aqui que a mensagem se tornou especialmente pastoral e profética. Ser marcado pelo nome de Jesus não é o fim da responsabilidade. É o começo da mordomia. A marca não é um distintivo passivo. É uma reivindicação de aliança que exige administração fiel daquilo que agora pertence a Deus.

Um mordomo não é o dono. Um mordomo é um administrador de

confiança. Essa definição é profundamente importante. Se minha vida pertence a Jesus, então eu não pertenço absolutamente a mim mesmo. Minhas atitudes, meus hábitos, minha adoração, minha fala, minha unidade, minha integridade e minha sensibilidade a Deus tornam-se questões de mordomia. É por isso que a mensagem advertiu que um mover de Deus deve ser administrado. Deus havia confiado à igreja uma temporada preciosa de batismos, fome espiritual e impulso do reino. O perigo em tais momentos é normalizar o que deveria ser honrado.

Lucas 16:10 ensina fidelidade no pouco. Romanos 14:12 lembra a cada crente que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus. Mateus 25 mostra que o que foi confiado deve ser multiplicado, não enterrado. A mensagem tomou essas ideias e as aplicou corporativamente. Uma igreja em uma temporada especial deve responder com responsabilidade, prestação de contas, multiplicação e alinhamento com o coração do Dono. A pergunta não é apenas: O que Deus está fazendo? A pergunta mais profunda é: O que estou fazendo com o que Deus está fazendo?

Lucas 16:10 ARC

“Quem é fiel no mínimo também é fiel no muito; quem é injusto no mínimo também é injusto no muito.”

Romanos 14:12 ARC

“De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus.”

Mateus 25:21 ARC

“E o seu senhor lhe disse: Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.”

A mordomia significa que eu não posso me tornar casual com as coisas santas. A familiaridade pode administrar mal os milagres. Se Deus está se movendo, então devo honrar o momento. Não devo tratar o que é sagrado como se fosse comum. Biblicamente, sempre que Deus se movia de

maneira notável, Seu povo erguia altares, levantava memoriais, contava a história novamente e marcava o momento. Por quê? Porque aquilo que você não honra, muitas vezes não consegue sustentar. Uma igreja que não dá glória, não se lembra do testemunho e não cultiva gratidão pode

lentamente perder seu senso de assombro.

8 / 10 7. A unidade protege o

mover de Deus

Uma parte particularmente forte da mensagem enfatizou que a unidade protege o que Deus está fazendo. Isto não é uma ideia menor de crescimento de igreja. É um princípio profundamente bíblico. A Escritura mostra repetidamente que a unidade cria um ambiente no qual o impulso espiritual se expande. O sermão fez referência a Atos 2 como o grande exemplo do Novo Testamento. Quando o povo de Deus chegou a estar em um só acordo, o Espírito caiu. A unidade não substituiu a oração, mas protegeu a atmosfera de oração. A unidade não substituiu a verdade, mas proporcionou um recipiente no qual a verdade podia mover-se poderosamente.

Atos 2:1–4 “Cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar; e, de repente, veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados. E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles. E todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.”

A unidade deve ser guardada porque a ofensa, o orgulho, a negatividade e a desonra casual podem envenenar o clima em que Deus está se movendo. Esta seção da mensagem foi notavelmente prática. Ela lembrou à igreja que o clima do avivamento não é protegido apenas pelo púlpito. É protegido pelo povo de Deus. A atitude que cada pessoa traz ao santuário ou ajuda a cultivar o ambiente ou silenciosamente se opõe a ele. Este é um princípio importante de liderança e também de discipulado. O avivamento não é administrado por controle. É administrado por consagração.

A humildade sustenta o que a unidade protege. O orgulho é sempre perigoso porque desvia a glória de Deus para agentes humanos. No momento em que um povo começa a supor que um mover de Deus existe por causa de sua própria brilhância, estilo ou superioridade, ele se coloca em perigo espiritual. Mas quando uma igreja permanece humilde, grata, unida e em oração, ela permanece alinhada com o coração do Dono.

9 / 10 8. A vida marcada deve manter

óleo na lâmpada

A exortação final da mensagem foi profundamente pastoral. Se este é um momento santo, então o povo de Deus deve manter óleo em suas lâmpadas. Isso significa que a devoção pessoal não pode secar no meio da bênção pública. Uma pessoa pode amar um mover de Deus e ainda assim

negligenciar a vida privada necessária para sustentar a sensibilidade espiritual. É por isso que a mordomia não é apenas corporativa. Ela é profundamente individual. Cada crente deve manter um espírito limpo, motivos corretos, fome genuína e uma vida de oração ativa.

Mateus 25:1–4 “Então, o Reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram ao encontro do esposo. E cinco delas eram prudentes, e cinco, loucas. As loucas, tomando as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo. Mas as prudentes levaram azeite em suas vasilhas, com as suas lâmpadas.”

É aqui que o estudo se torna pessoal. Não basta admirar a doutrina do batismo. Não basta celebrar que Deus está se movendo. O crente deve perguntar: estou vivendo como alguém que carrega o nome? Estou honrando a marca? Estou protegendo o ambiente? Estou carregando óleo? Ainda sou sensível ao arrependimento, à adoração, à oração e à obediência? A vida marcada não é passiva. Ela é vigilante, grata, submissa e consagrada. Essa imagem traz imediatamente à mente a parábola das dez virgens. As prudentes não se distinguiram por seu desejo pelo noivo, mas por sua preparação para a chegada dele. O óleo não foi emprestado no último segundo. Tinha de ser mantido. Da mesma forma, um crente não pode viver da oração de ontem, da convicção de ontem ou da adoração de ontem. A vida marcada deve permanecer abastecida.

10 / 10 Conclusão

Esta mensagem confronta a igreja com segurança e com responsabilidade. A segurança é gloriosa. Deus não salva pela metade. Ele não perdoa e depois nos deixa no velho cemitério da identidade. Ele cancela o registro, sepulta o velho homem, aplica o Seu nome e nos sela com o Seu Espírito. O batismo em nome de Jesus não é um ritual vazio. É pactual, autoritativo e formador de identidade. É onde o crente é sepultado com Cristo, marcado pelo Seu nome e introduzido sob a Sua posse. Então o Espírito sela o que o nome marcou, dando ao crente experiência presente e herança futura. Mas a responsabilidade é igualmente clara. Se eu carrego o nome, então devo administrar a vida que carrega esse nome. Devo honrar o que Deus está fazendo. Devo rejeitar a casualidade em relação às coisas santas. Devo caminhar em unidade, humildade, responsabilidade e prontidão espiritual. Devo proteger a atmosfera e manter óleo em minha lâmpada. A marca de Deus não é simplesmente algo para celebrar. É algo para carregar fielmente. A pergunta mais profunda, então, não é simplesmente se fui marcado. A pergunta mais profunda é se estou vivendo de uma maneira que honra a marca que carrego. Se o Seu nome está sobre a minha vida, então a minha vida deve testemunhar da Sua posse. Se a Sua aliança me reivindicou, então minhas atitudes, decisões, adoração e obediência devem se alinhar com essa aliança. A marca é um presente, mas também é um chamado. E a igreja que entende isso não apenas experimentará momentos com Deus. Ela se tornará um povo visível, inconfundível e fielmente marcado por Ele.

Preencha os espaços em branco A cruz cancelou o

registro, mas o

cancelamento não é a

Deus marca uma vida

por meio da aliança, da

obediência e do Seu

O batismo não é

meramente simbólico. É

um __________ espiritual. Aquilo que Deus

cancela, Ele pretende

remover __________.

Na Escritura, a

autoridade é carregada

em um __________.

O batismo não trata

principalmente de

palavras, mas de

No batismo, o crente é

sepultado com Cristo e

ressuscita para

__________ de vida.

Gálatas ensina que os

que foram batizados em

Cristo, de Cristo se

O nome de Jesus

estabelece identidade

de aliança, autoridade e O Espírito sela o que o

nome __________.

Um mordomo não é o

dono, mas um

__________ de confiança. Aquilo que você não

honra, talvez não

consiga __________.

A unidade protege o

mover de Deus, e a

__________ o sustenta.

A vida marcada deve

manter óleo na

A pergunta não é

apenas: “Fui marcado?”,

mas também: “Como

estou __________ a

marca?”

1 2 3

4 5 6

7 8 9

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Perguntas de reflexão

1.

2.

3.

4.

5.

6.

7.

8.

9.

10.

11.

12.

Por que é importante entender que o perdão não é o passo final, mas que Deus pretende

consumar a obra?

Como a imagem bíblica do

sepultamento aprofunda o seu entendimento do batismo?

O que significa dizer que o nome no batismo tem a ver com

autoridade e posse?

De que maneiras um crente pode continuar lutando com uma

identidade antiga mesmo depois do arrependimento?

Como Gálatas 3:27–29 transforma a maneira como vemos

identidade, divisão e

pertencimento no corpo de

Cristo?

Por que o arrependimento, o batismo e o enchimento do

Espírito Santo devem ser

ensinados juntos, em vez de isolados?

Como se parece a mordomia em uma temporada em que Deus

está se movendo poderosamente em uma igreja?

Como a familiaridade pode fazer com que as pessoas administrem mal um milagre?

Que atitudes ajudam a criar uma atmosfera onde o mover de Deus pode florescer?

Que atitudes podem entristecer ou impedir silenciosamente o que Deus está fazendo?

O que significa pessoalmente para você manter óleo na sua lâmpada?

Como uma pessoa deveria viver de maneira diferente se

realmente crê que o nome de Jesus está sobre a sua vida?

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